NOVA RODOVIÁRIA SEGUE SEM DATA DE INÍCIO DE OPERAÇÃO

  • A administração do terminal aguarda apenas a conclusão dos acessos para colocar a estrutura em funcionamento

A mudança da rodoviária de Rio Grande para o bairro Junção ainda não tem data certa para acontecer, a administração aguarda neste momento a conclusão dos acessos para poder colocar a estrutura em funcionamento. Mesmo com a indefinição, os locatários que possuem estabelecimentos comerciais no prédio atual já começaram a receber notificações para que deixem o local em 30 dias. Nilá Gonçalves, proprietária de uma cafeteria, localizada no setor de desembarque, é quem nos conta e revela que não manterá suas atividades no novo terminal.

Segundo ela, os comerciantes não receberam muitas opções de escolha e em sua visão, ocorreram falhas na comunicação com os locatários. Para justificar essa afirmação, Nilá explicou que foi convidada pelo supervisor da estação rodoviária a mudar de ramo, em virtude da comercialização de todos os pontos de cafeterias para outros empreendedores, mas não teve interesse.

Mesmo assim, ela acredita que a mudança é necessária, pois o terminal registra movimentos significativos, principalmente em datas comemorativas. Por outro lado, a comerciante acredita que os usuários que moram no centro ou em São José do Norte deverão encontrar dificuldades, pois os ônibus não circularão mais pela zona central, diferentemente do que acontece em Pelotas.

Quem também possui o mesmo pensamento é Rejane Messias, que não aprovou a mudança por conta da nova localização. Moradora do centro, a pensionista está com passagens compradas para uma viagem a Santa Catarina, de onde deve retornar em 30 dias.

Enquanto aguardava o embarque para Porto Alegre, a cuidadora de idosos, Lilian Lubke, disse a nossa reportagem que o novo terminal será muito importante para o município, pois eles funcionam como uma espécie de vitrine para quem chega em uma cidade pela primeira vez. Morando na capital há quatro anos, ela espera que com a mudança, a rodoviária passe a funcionar 24h para melhor atender os passageiros.

Quem também avalia como positivo é o taxista e presidente do sindicato da categoria, Carlos Oliz Silva. De acordo com ele, o prédio atual é muito antigo e o próprio crescimento da cidade já indicava que o terminal deveria sair daquele ponto para se instalar em outro. Ainda conforme Silva, por mais que se procurasse, a zona central não conseguiria oferecer um espaço físico suficiente para que fosse erguida uma nova estrutura do porte com que ela se apresenta.

Com relação ao destino dos trabalhadores, Silva informou que os 22 carros que atualmente trabalham naquele ponto serão remanejados para o novo endereço e se houver demanda, novas vagas poderão ser abertas. Do ponto de vista estrutural, o sindicalista caracteriza como uma mudança “da água pro vinho”.

Sobre a insatisfação de dona Nilá, a administração do terminal informou que a nova rodoviária contará com 13 espaços para locação e como no prédio atual existem apenas quatro locatários, o projeto foi apresentado a todos que demonstraram interesse e as demais vagas acabaram sendo ofertadas para outros empresários. Quanto ao horário de funcionamento, este deverá seguir como acontece atualmente. 

Texto e foto: Rodrigo de Aguiar

rodrigo@papareianews.com