ARTISTA RIO-GRANDINO MOSTRA EM EXPOSIÇÃO A IMPORTÂNCIA DA REUTILIZAÇÃO DOS MATERIAIS

  • Réplica da plataforma P-53 representa a indústria naval do município

Materiais que para muitas pessoas tinham como destino o lixo, se transformam em obras de arte nas mãos do artista rio-grandino, Getúlio Sória. As cerca de 100 peças produzidas por ele podem ser conferidas durante a exposição Popular Contemporâneo, aberta à visitação até o dia 31, na Sala Multiuso, no prédio da prefeitura municipal.

De acordo com Getúlio, os trabalhos expostos retratam o cotidiano da cidade do Rio Grande em diversos momentos, como as plataformas de petróleo construídas nos estaleiros, a escultura de um carro na Rua Henrique Pancada, entre outros. A ligação do município com o futebol também foi lembrada e os estádios Aldo Dapuzzo, Arthur Lawson e Torquato Pontes ganharam réplicas feitas de anéis de lata de refrigerante, fones de ouvido, relógios, e demais componentes.

A atividade no ramo do artesanato começou no ano de 2004, quando Sória montou uma maria fumaça, a partir de um compressor utilizado para encher pneus de carros. Segundo ele, a peça foi produzida em dois dias e os itens que revestem o equipamento e dão a ele o formato de um trem foram entregues por amigos e vizinhos.

20170727_145909Em baixa atualmente, a indústria naval está representada na exposição por meio das plataformas P-55 e P-53, além de uma maquete do pórtico do Estaleiro Rio Grande feita de brinquedos usados. Morador do bairro Getúlio Vargas, Sória também atua no ramo da música e tem, inclusive, CDs gravados com canções românticas e tradicionalistas.

Simpático e atencioso com os visitantes, o artista contou que as oportunidades de mostrar os trabalhos para a comunidade lhe proporcionam momentos de verdadeira felicidade. “Adoro mostrar as peças para as pessoas em exposições como essa, pois assim consigo alertar para a importância da reutilização dos materiais”, explicou Getúlio.

Para o técnico em artes da Secretaria Municipal da Cultura, Cássio Pinheiro, as obras possuem uma característica que encanta tanto artistas como aqueles que não estão ligados diretamente ao ramo, seja pelo brilho ou pela riqueza de detalhes. “O trabalho se aproxima de conceitos da arte contemporânea. A questão da reutilização dos materiais e fazer deles objetos artísticos está muito presente nos dias de hoje”, completou Pinheiro.

A exposição pode ser visitada no horário de funcionamento da prefeitura, de segunda a sexta-feira das 13h às 18h. 

Texto e fotos: Rodrigo de Aguiar

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