SÉRIE SOLDADOS DO FOGO EP. 5 - O SETOR DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS

  • Atualmente, edificações de até 750 metros quadrados e especificações determinadas podem protocolar o projeto de forma online. Foto: Rodrigo de Aguiar/Papareia News

Em uma organização, cada setor pode ser comparado a uma engrenagem e um não consegue funcionar sem o outro. No caso do Corpo de Bombeiros essa lógica não é diferente, ainda mais quando se está lidando com vidas e o patrimônio das pessoas. Mesmo se tratando de uma atividade de caráter operacional, há quem trabalhe na aparente tranquilidade de um escritório e é responsável pela realização de vistorias e aprovação dos chamados Planos de Prevenção e Combate a Incêndios (PPCIs).

O quinto episódio de nossa série apresentará o trabalho do Setor de Segurança Contra Incêndios (SSCI), onde ao invés de equipamentos de proteção individual de combate, os bombeiros desse setor usam a legislação vigente para garantir a segurança das edificações. A função não é nova dentro da instituição, mas se tornou ainda mais popular após a tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria, e com a adoção de legislações mais rígidas para a liberação dos alvarás de prevenção contra incêndios.

É no SSCI que são feitos os processos de protocolo, análise e vistoria dos PPCIs. Assim como a guarnição tem suas divisões de funcões, no setor de prevenção existem os protocolistas, analistas e vistoriantes, todos eles bombeiros militares. O SSCI está localizado no quartel do 3º Batalhão de Bombeiro Militar (BBM) ao lado do salão onde as viaturas são estacionadas.

Por conta da pandemia do coronavírus, o atendimento está sendo feito por agendamento e com horários diferenciados: de segunda a quinta-feira das 13h30 às 17h30 e nas sextas-feiras das 08h às 12h. Os atendimentos acontecem de 20 em 20 minutos e cada pessoa pode protocolar até quatro projetos por agendamento.

Atualmente, edificações de até 750 metros quadrados e especificações determinadas podem protocolar o projeto de forma online. Eles são dispensados de vistoria para a liberação do alvará e desde 2016 essa modalidade vem permitindo das mais celeridade aos processos.

Segundo os militares do setor, uma das maiores dificudades é a adequação das edificações antigas às exigências atuais. Se o projeto é bem formulado e sem nenhum erro, ele pode ser liberado em 30 dias, mas os bombeiros possuem um prazo limite de 30 dias para análise e 45 dias para vistoria, no caso de PPCIs físicos.

No próximo domingo, no último episódio da série, você vai acompanhar a tradição do banho de mangueira e saber em quais situações ele é utilizado. Não perca!